INVESTIGAÇÕES: família de Edvaldo Alves ainda luta por justiça(VÍDEO)


Oito meses se passaram desde a morte de Edvaldo Alves, de 21 anos, atingido por uma bala de borracha durante um ato contra a violência em Itambé, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Após todo esse tempo, a família do jovem ainda luta para que os responsáveis paguem pelo crime. Dois Policiais Militares estão respondendo ao processo criminal em liberdade.

Para preservar a memória de Edvaldo, o irmão José Roberto da Silva Santos construiu um memorial com parte do dinheiro que a família recebeu de indenização, no bairro de Jardim Bela Vista, em Itambé. Com 157 fotos e itens que pertenciam a vítima, o local apertado já foi visitado por mais de 2 mil pessoas na cidade. Amigos visitam o local para relembrar os momentos que passaram ao lado de "preto", como o jovem era conhecido.

Às lágrimas, a mãe da vítima, Maria Sebastiana da Silva, conta que ainda não teve coragem de visitar o local. Para ela, a dor da perda é tão grande que ter na memória imagens do filho dos tempos que podia tê-lo nos braços é o suficiente. "Não aguento, foi uma covardia muito grande o que fizeram com meu filho. A dor que eu sinto é muito grande", falou, emocionada.

Governo 

O irmão José Roberto criticou a demora na conclusão do caso e pede punição aos responsáveis.



Relembre o caso

Edvaldo Alves, 21 anos, foi atingido por uma bala de borracha durante ato contra a violência em Itambé, em março deste ano, no município de Itambé. Além do jovem, outros moradores fecharam a rodovia PE-75 por várias horas, pedindo mais segurança.

Foi filmado um momento de discussão entre a Edvaldo e uma mulher, com policiais em volta. Em seguida, é possível ver um policial perguntando: "É esse quem vai levar um tiro primeiro?". O PM chama um colega armado e aponta o rapaz. Um tiro é disparado. Atingido, o homem cambaleia e cai no chão.

Após levar o tiro, a vítima foi arrastada pelo asfalto até a viatura da Polícia Militar. Os Policiais batem no rosto dele e o colocam na parte de trás da caminhonete. O veículo então deixa o local, sob gritos dos manifestantes. Edvaldo foi levado para o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, depois de passar 26 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), veio a óbito no dia 11 de abril.

Após o crime, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que determinou a abertura de inquérito policial e procedimento administrativo para apurar a ocorrência. A Corregedoria da SDS também instaurou procedimento disciplinar com o objetivo de investigar a conduta dos policiais. Nenhum dos dois procedimentos foi concluído.

TV Jornal

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