Apreensão de 1,2 tonelada de maconha é considerada a maior da história da polícia em Pernambuco


Droga poderia render até R$ 10 milhões para o homem que armazenava os tabletes, segundo delegada. Ele era foragido de penitenciária.

A apreensão de mais de uma tonelada maconha na quarta-feira (21) no município de Carpina, na Zona da Mata de Pernambuco, foi considerada a maior nos 200 anos de atuação da Polícia Civil no estado. Ao todo, foram 1.275 kg de droga prensada, quantia que poderia render R$ 1,5 milhão caso fosse comercializada do modo em que foi encontrada pelos policiais. Se a erva fosse fracionada para venda, a polícia estima R$ 10 milhões de lucro.

De acordo com a delegada Bárbara Fort, responsável pelas investigações, o homem de 29 anos preso durante a operação estava foragido da Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, há quatro anos. “Chegamos até ele em virtude da vida que ele levava, que não condizia com o salário que ele poderia ter”, explica, referindo-se a um carro de luxo utilizado pelo homem.

A abordagem policial foi feita no momento em que o foragido circulava com o veículo. Ao constatarem que se tratava de um carro clonado, o homem foi encaminhado à delegacia. “Ele disse ter comprado em um aplicativo de vendas por R$ 20 mil”, alega Bárbara.

No momento em que os policiais detiveram o homem, também foram apreendidos R$ 500 e uma pistola. "Ele disse que recebeu a arma junto com a droga, mas não diz de quem ou para onde essa maconha iria. Acreditamos que ele é um grande distribuidor da região", pontua a delegada.



Na ocasião, o homem disse à Polícia Civil que havia que uma "pequena quantidade de maconha" em sua residência. A droga estava armazenada no quarto da filha dele, de três anos. 

A esposa do homem também foi intimada e, à Polícia Civil, afirmou que a criança não dormia no quarto em que a droga estava guardada. O homem foi autuado e volta para o regime fechado, segundo a Polícia Civil. As investigações seguem em andamento. 

“Estamos falando de tráfico de drogas, possível associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Vamos continuar trabalhando, de maneira sigilosa, para identificar de que forma esse dinheiro estava sendo ‘lavado’”, assegura a delegada.

A responsável pelas investigações informou que a Polícia Civil aguarda uma autorização judicial para incinerar a droga e confirma que a maconha não é proveniente de Pernambuco. 

“Essa droga possivelmente veio do Paraguai, mas estamos apurando para saber realmente de onde ela veio e para onde poderia ir”, afirma. O motivo das cores dos tabletes também está sendo investigado pela corporação.

G1

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